eu gosto tanto de vc..
e vc me evita
por que?
não faz isso não.
vc só me machuca
por favor me de a mão
vamos ser felizes...
te amo tantooooooooooooo!!!
Para ser livre
É necessário possuir força
A determinação de elevar-se
Acima do elogio e da censura
Do direito e do dever
Do certo e do errado
Da virtude e do vício
Do prazer e da dor
Do bem e do mal
Acima de todos os deuses
E acima de si mesmo
Reaprender diariamente
A ver o mundo com novos olhos
Saber criar e destruir
Saber punir e recompensar
Depois pular por cima de si
E rir de seus próprios juízos
Prescindir do absoluto
Prescindir das certezas
Tornar-se mestre na arte
De ser um eterno devir
E amá-lo
A rotina persuade a resistência
O cansaço persuade a desistência
A esperança empilha grãos de areia
Para deixar alguma história
Como se uma página nova
Fosse contar algo novo
Ou o esquecimento
Apagando algumas palavras
Refizesse algum sentido
Ao refazer sentenças
Como se sentido fosse fato
E não o eterno refazer-se
De quem deu por si no terremoto
[de si mesmo
E nunca usou os ouvidos
Para se acreditar o único
A gritar em silêncio
Depois do branco, do vermelho e do cinza
O negro ainda será uma metáfora
Do insípido e do incolor
Da mesma e única solidão
Onde cada um chora sua dor
Quisera pudesse ser um escarro
[dormente
Cuspido no mundo, no fundo do nada
E explodir na inexistência tão brevemente
Quanto merece um escarro ter essência
Mas meu viver não se perde: se sente...
Como arquiteto da estrada
Do nada da vida
[ao nada
De pedras rachadas
De mágoa e tristeza
De todo o tão pouco
Com que o desprazer abraça
O vulto de um sonho
Abandonado ao lado dos momentos
Em que se troca por memória
Em que se troca os pormenores
Pelo que pudermos inventar
[e
distanciar
Em mentira feita vista, feita história
Feito o teatro, feito o caminho
Mas se não...
Então avante toda honestidade
Que uma hora pesada pode evocar
Que se levante por sua certeza
E que lute pela tristeza
Em legítima defesa
Vista a vista branca
E a alma negra
O verbo tinto
E o brado austero
Aleijando a fraqueza
Desmentindo a vida
Escudando a nobreza
De quem padece e não mente
De quem não vive e ressente
O nada que nos irmana
[para nada
[para
sempre...